14 de dezembro de 2008

Crônica para os que tentaram e aos que ainda tentam.

Era como morar num deserto e sempre estar a espera de chuva, era como Ana se sentia, a esperança estava quase esgotada, e quando sentia que uma brisa cheia de bons fluidos se aproximava, lá vinha o medo-puro de novo e a sensação de que nunca ia conceber aquilo que tanto desejava.Algumas pessoas passaram e passam pela sua vida, e o que fica é aquela coisa chata de que foi apenas usada e jogada fora ou então que aprendeu muito com cada um desses seres que também procuravam em Ana, a mesma chuva que nunca vinha.Com o passar dos tempos, Ana já estava conhecedora em questões de pseudo-relacionamento e sabia muito bem quando a coisa-toda não ia bem e que certamente iria levar um "fora" , mais-um-fora-para-colocar-na-estante-de-troféus-fracasso. Esses "foras" vinham de todas as formas, das bem clichês à algo realmente inovador, tinha os que mandavam email, os que mandavam mensagem por celular, os que não mandavam nada, os que deixavam recado pela secretária eletronica ou orkut, ainda assim, Ana não desistia de tentar acertar, mesmo que o furação que é relarcionar-se com alguem, não fosse como esperado, Ana estava sempre pronta para tentar outra vez.


Certa noite, Ana tinha combinado de sair com suas amigas para uma boate recém inaugurada e que estava super bem comentada, começou a se arrumar cedo, talvez, quem sabem "nessa ida eu não encontro o ser esperado por todos esses anos?" pensou rindo para o espelho enquanto se maquiava. Nessa noite Ana estava certa, e lá encontrou Mário, foi algo de repente, ela o viu de costas, homem alto e com cabelos ondulados, camiseta e jeans, bem básico, na mão esquerda uma cerveja, "um gato canhoto" pensou ela maldosa, foi quando em uma questão de segundos ele olha para trás e a vê ali parada, boba e bêbada, totalmente perdida entre a multidão, ele ri e ela desmaia.


"-Boa forma de conhecer alguém" ele fala rindo. Ela, sentada nesses sófas de boates, sozinha com ele, aí sentiu a vergonha-crônica, a vontade de sumir do planeta, ela começa olhar para os lados procurando umas das amigas que "traiçoeiramente tinha deixado isso acontecer" -pensou no instante. "bem, que vergonha, Meu Deus" - ela respondeu com um sorriso amarelo e ajeitando-se no sofá.


Foi dessa forma que Ana conheceu Mário, foi um amor arrebatador, todos os sentidos se afloraram, todas as palavras era lindas, os defeitos eram pequenos, os sorrisos eram os mais felizes, as noites mais quentes e aconchegantes. e foi-se assim por um ano, quando Mário, já cansado, pediu desculpas por todos os sonhos sonhados e que nunca iriam ser realizados, por todas as palavras usadas em vão e de todas as formas que ele tinha invadido o seu corpo.


Como foi dito, Ana já estava conhecedora de pseudos-relacionamentos, mas de todos, esse, Ana nunca imaginária ter um fim, ela sequer desconfiou que a coisa-toda ia mal, ou que ele tinha perdido a esperança de encontrar nela o que procurava.


"- O fim! o fim! quê fim? : Ana, repetia.


No dia 12 de dezembro, Mário mandou para o seu endereço um boquê de rosas vermelhas, no momento que recebeu o interior de Ana encheu-se de esperanças, no meio das rosas um bilhete


" Tentei, tentamos _____ para sempre seu, Mário"


Ana, ri e chora desesperada, em seguida come as rosas, como se pudesse enfiar goela a dentro toda a dor que sentia calada, porque sabia que amar alguem é independentemente da permisão dele.

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